• Amanda Ronca

Segurança Alimentar

Dia 7 de junho é comemorado o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, uma data para celebrar o trabalho de diferentes atores da cadeia de alimentos que dedicam a garantir uma produção contínua e segura. O acesso a alimentos seguros é essencial para a saúde e o bem-estar das pessoas, dos animais e do meio ambiente. Somente nessas condições que podemos aproveitar ao máximo seu valor nutricional e os benefícios mentais e sociais de compartilhar uma refeição.

Todos nós desempenhamos um papel na manutenção da segurança dos alimentos em toda a cadeia de abastecimento, do campo à mesa. Estamos no segundo ano da pandemia de COVID-19 e, embora o vírus não seja transmitido por alimentos, a pandemia destacou muitas questões relacionadas aos alimentos, como higiene, resistência antimicrobiana, doenças zoonóticas, mudança climática, fraude alimentar e transporte. E identificou vulnerabilidades nos sistemas de produção e controle de alimentos, onde a dinâmica das cadeias de abastecimento de alimentos em nível global, regional e local é de extrema importância para a preservação dos meios de subsistência.

A forma como a Arquitetura, o Urbanismo e o Paisagismo podem contribuir para a Segurança dos Alimentos, assim como para a Segurança Alimentar, é incluir nos espaços projetados alimentos, sejam de origem vegetal ou animal, de forma a levar para mais próximo das pessoas a produção e devolver à elas parte da autonomia e controle sobre sua nutrição.

É possível projetar os espaços abertos de forma ecológica, visando economizar água, adubo, podas frequentes etc. Os espaços devem ser pensados de forma que possam incluir espécies vegetais que são comestíveis e medicinais, nativas, que alimentam os polinizadores e outros pequenos animais e que possam existir pequenos nichos onde a pequena fauna e decompositores possam se esconder e criar ninhos. Outras soluções para os espaços externos são composteira, hotel para insetos, bacia de evapotranspiração, “Rain Garden” (Jardim de Chuva), entre outras.

Com um paisagismo regenerativo podemos integrar esses elementos e criar espaços agradáveis e produtivos, podendo mudar a forma que interagimos com a natureza e trazer mais saúde e beleza para o nosso dia a dia. Retribuindo ao meio ambiente e dando espaço para ele se regenerar.

Podemos e devemos ocupar a cidade com espécies vegetais comestíveis, ocupar os lotes vazios com hortas comunitárias, usar o espaço da varanda, do parapeito da janela ou daquele canto ensolarado do quintal, o telhado e os grandes paredões dos prédios, para plantar alimentos. Mas não podemos deixar de fazer nossa parte e exigir do governo bom nível de qualidade do ar, da água e que não haja a contaminação do solo, para garantir a qualidade desses produtos.



A fome no mundo, ou o problema relacionado à alimentação de forma geral, não é resultante de falta de alimentos somente, mas também, e principalmente, de uma má distribuição desse alimento, e de um alimento de baixa qualidade, não seguros, que grande parte da população consume.

No campo a agricultura familiar, a orgânica e os sistemas agroflorestais estão fazendo sua parte. Devolver às pessoas a autonomia sobre a produção dos alimentos e/ou à escolha consciente do que consumir, e reaproxima-las dessa cadeia é uma forma de termos um futuro com pessoas mais saudáveis, mais conscientes do que estão ingerindo e acredito que também mais conectadas com O Planeta, pois passam a perceber que dependemos Dele para viver. O Planeta estando bem, nós estamos bem.

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